Conexão João Cesar Monteiro

A campanha no Catarse se encerrou, mas continua aqui. A editora ainda não me informou quanto o livro custará quando for lançado (a previsão é novembro). Mas será certamente mais que 90 reais (se 99 ou 120 reais, não dá para ter ideia). Sendo assim, aproveitem que 90 reais por um calhamaço de mais de 400 páginas é uma boa oferta.

O post do curso já está no ar. Quem quiser garantir presença e adquirir o livro, o preço promocional de 240 reais ainda está valendo.

Especificações do livro

Cerca de 420 páginas
Texto em português

Formato do Livro: 14x21cm

Características da Capa: 2 orelhas de 7 cm cada. Papel Supremo 250gr/m². 4×0 cores.

Acabamento: Bopp Fosco.

Total de Págs. do Word Original: 420

Características do Miolo: Papel Offset 75gr/m². 1×1 cor (preto), com imagens (se o caso) em alta qualidade, impressas em escala de cinza. Miolo Colado (PUR).

RECOMPENSAS

1. Apoio O ÚLTIMO MERGULHO

R$ 90

– um exemplar do livro.

2. Apoio À FLOR DO MAR

R$ 170

– dois exemplares do livro.

3. Apoio VEREDAS

R$ 190

– um exemplar do livro.

– um ano de assinatura (valor original de 180 reais) no site casa alpendre (com desconto de 20% nos cursos promovidos independentemente por mim até o final de 2027)*.

4. Apoio RECORDAÇÕES DA CASA AMARELA

R$ 240

– um exemplar do livro.

– presença garantida (ou gravações) no curso CONEXÃO MONTEIRO, a ser ministrado no segundo semestre, em seis encontros.

5. Apoio SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

R$ 250

– três exemplares do livro.

6. Apoio FRAGMENTOS DE UM FILME-ESMOLA

R$ 340

– três exemplares do livro.

– um ano de assinatura (valor original de 180 reais) no site casa alpendre (com desconto de 20% nos cursos promovidos independentemente por mim até o final de 2027)*…

ou

– passe livre em dois cursos ministrados independentemente por mim até o fim de 2027.

7. Apoio QUEM ESPERA POR SAPATOS DE DEFUNTO MORRE DESCALÇO

R$ 590

– um exemplar do livro.

– um ano de assinatura (valor original de 180 reais) no site casa alpendre.

– presença em todos os cursos promovidos independentemente por mim até o final de 2027 (aproximadamente 4 cursos com valor médio de R$ 130)*.

8. Apoio QUE FAREI EU COM ESTA ESPADA?

R$ 670

– dois exemplares do livro.

– um ano de assinatura (valor original de 180 reais) no site casa alpendre.

– presença em todos os cursos promovidos independentemente por mim até o final de 2027 (aproximadamente 4 cursos com valor médio de R$ 130)*.

9. Apoio SILVESTRE

R$ 730

– três exemplares do livro.

– um ano de assinatura (valor original de 180 reais) no site casa alpendre.

– presença em todos os cursos promovidos independentemente por mim até o final de 2027 (aproximadamente 4 cursos com valor médio de R$ 130)*.

* incluindo NOVO CINEMA PORTUGUÊS (1963-1982), um curso especial sobre a pesquisa que originou o livro.

** em qualquer modo de apoio, por mais 50 reais quem apoiar leva meu outro livro, Rocky, Os Embalos de Sábado à Noite: O mal-estar da sociedade americana e sua representação no cinema.*** caso queiram me apoiar com algum outro valor que não esteja contemplado acima, mesmo menor que 90 reais (sem envio de livros neste caso), basta depositar no pix.

Mais informações no whatsapp: 11 97414 3534

CURSO: Novo cinema português (1963-1982)

Em 1963, Os Verdes Anos, de Paulo Rocha, inaugurava o chamado novo cinema português. Não era o primeiro filme moderno, mas era o símbolo de uma nova geração que passava à labuta por intermédio de um produtor chamado António da Cunha Telles.

Outros filmes surgiram dando força ao movimento, tanto de Paulo Rocha quanto de Fernando Lopes, António de Macedo, António-Pedro Vasconcelos e João César Monteiro, num primeiro momento. Novos diretores engrossariam essas fileiras nos anos 1970, como António Reis e Margarida Cordeiro, José Fonseca e Costa, Alberto Seixas Santos e outros, lado a lado com veteranos como Manoel de Oliveira ou Manuel Guimarães.

Este curso pretende realizar um panorama, em seis encontros, desse movimento fascinante, tendo como base sua figura mais controversa, João César Monteiro, e os movimentos que o levaram a ser tanto um franco atirador como um lobo solitário e eventualmente até um agregador.

O recorte principal será 1963-1982, vinte anos em que o cinema moderno português saiu de condições de muita luta e dificuldade para o estabelecimento da chamada “escola do cinema português”, incluindo alguns que não se assemelhavam aos cineastas mais associados a essa escola.

Serão estudados textos importantes do próprio Monteiro, de Manoel de Oliveira, de João Bénard da Costa, Jorge Leitão Ramos, Leonor Areal, entre outros historiadores, críticos e investigadores.

O curso acompanha o lançamento, previsto para novembro, do meu livro, Conexão João César Monteiro: A ligação com os realizadores do novo cinema português (Paco editora)

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1. DE UM MODERNISMO A OUTRO (23/11)

– Jorge Brum do Canto e Leitão de Barros capitaneando o moderno nos anos 1930.

– Manoel de Oliveira dá sua contribuição.

– tentativa de neorrealismo: Manuel Guimarães.

– novamente Manoel de Oliveira e outros antecedentes.

2. O NOVO CINEMA PORTUGUÊS (26/11)

– a figura do produtor: António Cunha Telles.

– os três filmes inaugurais: Paulo Rocha, Fernando Lopes, António de Macedo.

– a continuação das carreiras de Rocha, Lopes e Macedo até o 25 de abril.

– Cunha Telles se arrisca na direção.

– José Fonseca e Costa.

3. JOÃO CÉSAR MONTEIRO (30/11)

– o enfant terrible antes do 25 de abril.

– crítico e cineasta, um percurso lógico.

4. MANUEL DE OLIVEIRA (03/12)

– a tetralogia dos amores frustrados: O Passado e o Presente, Benilde, Amor de Perdição e Francisca.

– Oliveira e João César Monteiro, os dois gigantes entre afagos e duelos.

5. OUTRAS MODERNIDADES (07/12)

– Alberto Seixas Santos.

– descobrir o país: o cinema português após o 25 de abril de 1974.

– António Reis e Margarida Cordeiro.

– Rocha, Lopes e Macedo depois do 25 de abril.

– outros filmes importantes do período.

6. JOÃO CÉSAR MONTEIRO – PARTE 2 (10/12)

– o enfant terrible depois do 25 de abril: 1975-1982.

– Que Farei Eu Com Esta Espada?

– Veredas e Silvestre: o estilo se consolida.

* O programa acima é uma previsão. Outros nomes podem surgir.

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Professor: Sérgio Alpendre (Folha de S.Paulo e Casa Alpendre)

carga horária total: 6 encontros – 15 horas

QUANDO: de 23/11 a 10/12/2026, segundas e quintas-feiras, das 19h às 21h30

QUANTO: R$ 150,00 (1 parcela) ou R$ 240 (com o livro)

– 30 reais de desconto para assinantes pagos da Casa Alpendre (https://casaalpendre.substack.com)

ONDE: plataforma online – ZOOM

(as aulas serão gravadas para quem não puder participar no dia).

COMO: inscrições pelo (11) 97414-3534 (só whatsapp) ou sealpendre@gmail.com

Curso: O cinema de John Carpenter

O CINEMA DE JOHN CARPENTER

Sempre chamado de herdeiro de Howard Hawks, John Carpenter conseguiu se desprender tanto dessa herança quanto do cinema americano da época (e de suas épocas), ainda que guardasse semelhanças com ambos.

Carpenter trilhou um caminho muito rico dentro de gêneros como o horror e a ficção científica, quase sempre com uma visão crítica da sociedade americana e um estilo elegante.

Este curso vai investigar esse rico percurso em quatro encontros, passando por todos os seus longas para cinema e os principais trabalhos para a televisão.

1. CARPENTER DURANTE A NOVA HOLLYWOOD (1974-1980)

– uma ficção científica B e uma primeira releitura de Rio Bravo.

– o horror dos anos 1980 nasce em 1978.

– dois bons filmes para a TV.

– a neblina esconde muitas coisas.

2. UM CINEASTA EM GRANDE FORMA (1981-1986)

– EUA como uma nação doente e opressora.

– ficção científica na cola de Hawks (de novo).

– adaptação de Stephen King.

– ficção científica ou romance? Os dois, num filmaço.

– um filme menos amado em Little China.

3. MUITO AMADOS E SUBESTIMADOS (1987-1995)

– um príncipe das trevas.

– óculos para melhor ver e a invisibilidade.

– uma obra-prima nos anos 1990.

– nova refilmagem, à altura do original.

4. A FASE FINAL (1996-2010)

– nova obra-prima com Snake Plissken.

– faroeste com vampiros.

– faroeste espacial (nova releitura de Rio Bravo).

– projetos modestos e o último filme para cinema.

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Professor: Sérgio Alpendre (Folha de S.Paulo e Casa Alpendre)

carga horária total: 4 encontros – 10 horas

QUANDO: de 06/08 a 27/08/2026, quintas-feiras, das 19h às 21h30

QUANTO: R$ 120,00 (1 parcela)

– 20% de desconto para assinantes pagos da Casa Alpendre (https://casaalpendre.substack.com)

ONDE: plataforma online – ZOOM

COMO: inscrições pelo (11) 97414-3534 (só whatsapp) ou sealpendre@gmail.com

Hitchcock: humor e suspense

HITCHCOCK – HUMOR E SUSPENSE

Com Sérgio Alpendre

Este curso vai passar por todas as fases da carreira do grande mestre do suspense Alfred Hitchcock, desde seus primeiros passos no cinema mudo inglês até a consagração em Hollywood, nos anos 1950 e o reconhecimento da crítica francesa capitaneado pelos jovens turcos dos Cahiers du Cinéma.

Em dez encontros, passaremos por todos os filmes, sendo que os mais emblemáticos serão analisados detidamente. Analisarei também alguns dos textos mais importantes escritos sobre esse que é um dos artistas mais estudados de todos os tempos.

1. Fase inglesa muda:

– entre o suspense (The Lodger) e o melodrama (The Manxman).

– A herança do cinema mudo alemão, sobretudo de Murnau e Fritz Lang.

– A facilidade de narrar com imagens.

– O falso culpado.

2. Fase inglesa sonora – parte 1:

– o rápido aprendizado no tratamento do som em seus primeiros sonoros: principalmente Blackmail e Assassinato.

– Maestria alcançada com Os 39 Degraus.

3. Fase inglesa sonora – parte 2:

– Aperfeiçoamento do suspense hitchcockiano, ainda na Inglaterra.

– O Agente Secreto – de Hitchcock, claro.

– Jovem e Inocente, A Dama Oculta.

4. Com um pé em Hollywood:

– O começo nos EUA em dupla autoria: Hitchcock-Selznick (Rebecca).

– Espionagem na Europa (Correspondente Estrangeiro), comédia universal (Um Casal do Barulho), suspense britânico (Suspeita).

– Cautela na chegada em Hollywood. Sabotador como o primeiro filme realmente americano (road movie).

5. Sentindo-se à vontade nos EUA:

– o filme preferido do próprio diretor, A Sombra de uma Dúvida.

– II Guerra Mundial: Um Barco e Nove Destinos.

– Psicologia e espionagem (Quando Fala o Coração e Interlúdio).

– filme “menor” que merece reconsideração: Agonia de Amor.

6. Ousando nos EUA:

– a fase da experimentação com o plano sequência em Festim Diabólico e Sob o Signo de Capricórnio.

– outro belo filme “menor”: Pavor nos Bastidores.

– a obra-prima reconhecida: Pacto Sinistro.

– Introspecção e aperfeiçoamento do tema do falso culpado (A Tortura do Silêncio).

7. Arrebentando nos EUA:

– as obras-primas Janela Indiscreta e O Homem Errado.

– O farsesco em Ladrão de Casaca e O Terceiro Tiro.

– Refilmagem de O Homem Que Sabia Demais.

8. O ápice que parecia impossível:

– Um Corpo que Cai como filme matricial do suspense psicológico moderno.

– Intriga Internacional como filme farol para os blockbusters.

– Análises detalhadas desses dois filmes cheios de símbolos e possibilidades.

9. Horror hitchcockiano:

– Psicose inaugura uma nova fase para o gênero.

– Os Pássaros é uma aula de cinema.

10. Os filmes finais:

– Marnie e a consagração na França.

– O injustiçado Cortina Rasgada.

– Os últimos filmes: uma obra-prima (Frenesi) no meio de filmes subestimados (Topázio e Trama Macabra). O legado de Hitchcock em futuros diretores e sintonias estéticas de sua época.

HITCHCOCK: HUMOR E SUSPENSE

QUANDO: 02/04 a 11/06 (não terá aula em 07/05), quintas-feiras, das 19h às 21h30

– Carga horária total: 10 encontros – 25 horas

QUANTO: R$280,00 (parcela única)

* desconto de 20% para assinantes do modo pago (anual, mensal ou plano batuta) da Casa Alpendre (https://casaalpendre.substack.com)

ONDE: plataforma online – ZOOM

* os encontros serão gravados e disponibilizados aos alunos.

COMO: inscrições pelo (11) 97414-3534 (whatsapp) ou sealpendre@gmail.com

Mini-curso: O cinema de Sergio Leone

Dos Sergios do cinema italiano de gênero, Leone é o mais conhecido e amado. Com uma filmografia curta, de apenas sete longas, o realizador deixou sua marca no peplum, no western spaghetti e no cinema de gangsters.

Neste mini-curso de apenas dois encontros, estudaremos o cinema desse mestre das imagens grandiosas embaladas pelas trilhas de Ennio Morricone. São três dècadas de grande cinema em seis horas.

AULA 1 – Dos épicos de sandálias ao bang-bang à italiana com Clint Eastwood

– O Colosso de Rodes (1961), clássico da TV aberta nos anos 1980.

– Por um Punhado de Dólares (1964) reimagina Yojimbo no Velho Oeste.

– Por uns Dólares a Mais (1965) e o acabamento do western spaghetti.

– O fecho da trilogia dos dólares: Três Homens em Conflito (1966).

AULA 2: Era uma vez Sergio Leone e suas três obras-primas

– o western spaghetti definitivo: Era Uma Vez no Oeste (1968).

– a explosão do western spaghetti: Quando Explode a Vingança (1973).

– filme de gangsters grandioso: Era Uma Vez na América (1984).

****** os encontros serão gravados e mandados para os alunos.

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Professor: Sérgio Alpendre (Folha de S.Paulo e Casa Alpendre)

carga horária total: 2 encontros – 06 horas

QUANDO: 05/02 e 12/02/2026, quintas-feiras, das 19h às 22h.

QUANTO: R$ 90,00 (1 parcela)

ONDE: plataforma online – ZOOM

COMO: inscrições pelo (11) 97414-3534 (só whatsapp) ou sealpendre@gmail.com

Livro: Rocky, um Lutador e Os Embalos de Sábado à Noite: O mal-estar da sociedade americana e sua representação no cinema

R$ 65 reais, com envio por minha conta.

Indicado para todas as pessoas que gostam de cinema, principalmente interessados em:

  • História dos EUA
  • cinema americano
  • cinema moderno
  • blockbusters dos anos 1970
  • filmes de boxe
  • disco music

Podem comprar diretamente comigo (pix: 142.538.208-83).

Mais informações em sealpendre@gmail.com

CURSO: O cinema de António Reis e Margarida Cordeiro

– dias 17 e 19 de dezembro de 2025, das 19h às 21h30

O que dizer do casal Reis e Cordeiro? A filmografia desses portugueses é pequena e pouco conhecida fora de Portugal. Mas quem conhece dificilmente passa incólume pelas três obras-primas que realizaram de 1976 a 1989.

Este é um minicurso com dois encontros. Tornado possível pela brevidade da filmografia. Analisaremos os três longas do casal e os curtas que António Reis, que foi assistente de Manoel de Oliveira em Acto da Primavera (1963) e dialoguista de Mudar de Vida (Paulo Rocha, 1966), realizou antes do seminal Trás-os-Montes (1976), contextualizando-os no cinema moderno português.

“Esta dupla de cineastas dedicará boa parte de sua energia artística àquela região [Trás-os-Montes], resultando esta ‘pulsão estética – inerente à terra”, segundo Jorge Matos Cruz.

ENCONTRO 1

– Acto da Primavera (Manoel de Oliveira, 1963) e o crítico e assistente António Reis (entrevistado por João César Monteiro).

– os curtas de António Reis e a excelência de Jaime (1974) – referência para o personagem de João de Deus, de João César Monteiro.

– a obra-prima Trás-os-Montes (1976) e sua enorme influência no cinema português (incluindo João César Monteiro, via Veredas).

ENCONTRO 2

– Reis e Cordeiro voltam em nova obra-prima: Ana (1983)

– Rosa de Areia (1989), mais uma obra-prima de resistência enquanto boa parte do cinema novo português mudou de ares.

– a chamada escola estética portuguesa.

****** os encontros serão gravados e disponibilizados para quem não puder estar online.

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Professor: Sérgio Alpendre (Folha de S.Paulo e Casa Alpendre)

carga horária total: 2 encontros – 05 horas

QUANDO: 17/12 e 19/12/2025, quarta e sexta-feira, das 19h às 21h30

QUANTO: R$ 80,00 (1 parcela)

ONDE: plataforma online – ZOOM

COMO: inscrições pelo (11) 97414-3534 (só whatsapp) ou sealpendre@gmail.com

CURSO: Truffaut em 4 fases

TRUFFAUT EM 4 FASES

de 14/08 a 04/09/2025, quintas-feiras, das 19h às 21h30

Godard é provavelmente o maior cineasta moderno. Na França, teve concorrência de Alain Resnais, em primeiro lugar, mas também de Agnès Varda, Chris Marker, Jacques Rivette, Marguerite Duras, Éric Rohmer, Jean Rouch, entre outros.

Mas existia um lado mais próximo do romanesco nesse cinema, sem deixar de ser moderno. Era representado, sobretudo, por François Truffaut e Claude Chabrol. Para esses diretores, a base literária era de suma importância. Eram também diretores românticos, principalmente Truffaut, enquanto Chabrol tinha forte influência do romance policial popular do século XX.

O presente curso vai percorrer, em quatro encontros, a rica carreira do cineasta François Truffaut, desde a época em que era um dos jovens turcos da Cahiers du Cinéma até os últimos filmes que realizou antes de sua morte prematura.

Os encontros:

1. TRUFFAUT NA NOUVELLE VAGUE (1954-1964)

– os curtas de formação, os curtas de exercício, a crítica como aprendizado.

– semi-autobiografia em Os Incompreendidos.

– Charles Aznavour em Atirem no Pianista.

– Jules et Jim e a confirmação da nouvelle vague.

– Um Só Pecado e a despedida da nouvelle vague.

2. TRUFFAUT ENTRE HITCHCOCK E ANTOINE DOINEL (1966-1970)

– sci-fi na Inglaterra: Fahrenheit 451.

– no rastro de Hitchcock: A Noiva Estava de Preto, A Sereia do Mississipi.

– volta Antoine Doinel em Beijos Proibidos e Domicílio Conjugal.

– o diretor curioso: O Garoto Selvagem.

3. TRUFFAUT NO ROMANTISMO (1971-1977)

– obra-prima do romantismo: Duas Inglesas e o Amor.

– comédias românticas tortuosas: Uma Jovem Tão Bela Como Eu, O Homem que Amava as mulheres.

– no rastro de Victor Hugo: A História de Adele H.

– romance com o cinema: A Noite Americana.

– Na Idade da Inocência: versão solar e colorida de Os Incompreendidos.

4. TRUFFAUT ENTRE A MORTE E O AMOR (1978-1983)

– o filme definitivo da morte: O Quarto Verde.

– Amor em Fuga encerra o ciclo Doinel.

– drama histórico: O Último Metrô.

– a morte e o amor do lado: A Mulher do Lado.

– farsa lúdica: De Repente, num Domingo.

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Professor: Sérgio Alpendre (Folha de S.Paulo)

carga horária total: 4 encontros – 10 horas

QUANDO: de 14/08 a 04/09/2025, quintas-feiras, das 19h às 21h30

QUANTO: R$ 130,00

ONDE:  plataforma online – ZOOM

COMO: inscrições pelo (11) 97414-3534 (só whatsapp) ou sealpendre@gmail.com

A critica de cinema em 3 encontros

A CRÍTICA DE CINEMA EM 3 ENCONTROS

COM SÉRGIO ALPENDRE (FOLHA DE S.PAULO)

Surgida tão logo o cinema se firmou como arte, a crítica cinematográfica atravessou algumas mudanças no século 20, chegando ao século 21 transformada pelo crescimento da internet, pelo smartphone e pela pulverização de informação.

Na verdade, o que mudou mesmo foi a maneira como a crítica é feita, recebida e entendida. Por um lado, nunca houve tantos críticos. Por outro, nunca a profissão esteve tão desprestigiada, e nunca sua influência no fracasso ou sucesso de uma obra foi tão baixa.

Estes encontros são um convite para pensarmos a crítica cinematográfica por meio da análise dos diferentes tipos de textos que envolvem, em diferentes níveis, a compreensão da arte cinematográfica.

Passaremos pelos diversos estilos de escrita, pelas principais revistas de ontem e de hoje, e pelas diferenças entre blogs, jornais impressos, revistas de ensaios, revistas acadêmicas e sites de cinema, aproveitando que o ministrante desenvolve trabalho em todos esses campos de atuação.

No processo, buscaremos uma compreensão do que pode ser uma crítica na época da informação e da multiplicidade dos pontos de vista.

Abaixo, enumero algumas possibilidades de discussões. Outras poderão surgir no decorrer dos encontros.

(uma sugestão associada a um encontro pode aparecer em outro – o formato vai sendo modificado de acordo com as conversas).

Encontro 1 – 17 de junho: 

PEQUENO PANORAMA DA ATIVIDADE CRÍTICA

– com o que sonham os críticos? Por que fazer/ler/ver críticas? A crítica é viável financeiramente?

– os críticos de cinema famosos do passado (Robin Wood, Jean Douchet, André Bazin, entre outros).

– as revistas (Cahiers du Cinéma, Positif, Movie, Cinéfilo, Set, Dirigido Por, Traffic, Film Comment…).

– a era da internet: a multiplicidade e a fragilidade da crítica.

– vantagens e desvantagens da nova era; obstáculos e catalisadores da crítica hoje.

– as mulheres começam a equilibrar o panorama da crítica.

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Encontro 2 – 24 de junho:

ESCREVER NUM JORNAL DE GRANDE CIRCULAÇÃO, NUM SITE OU NUM BLOG

– a experiência e o desafio de escrever para um grande público.

– limites e possibilidades da escrita no jornal.

– a necessidade de passar informação para o leitor e a impossibilidade de analisar a obra como um todo (não se pode contar o final do filme).

– a sinceridade me devora: detonando alguns dos meus próprios textos.

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Encontro 3- 01 de julho:

OUTRAS MANEIRAS DE SE FAZER CRÍTICAS + QUESTÕES ESSENCIAIS

– a necessária aproximação da academia com a disciplina crítica.

– crítica como gênero literário – se a crítica foi considerada, no século 19, um gênero literário, o que seria considerada a crítica em vídeo?

– os influenciadores dominando o espaço da crítica.

– 15 ou mais questões essenciais para pensarmos a crítica.

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PROFESSOR

Sérgio Alpendre é crítico de cinema, professor, pesquisador e jornalista. Escreve para a Folha de S.Paulo. Edita o blog de cinema sergioalpendre.com. Doutor em cinema pela UAM – Universidade Anhembi-Morumbi. Ministra cursos de história do cinema e oficinas de crítica por todo o Brasil.

carga horária total: 3 encontros, 7 horas e meia.

QUANDO: de 17/06 a 01/07/2025, terças-feiras, das 19h às 21h30

QUANTO:  R$ 100 (parcela única)

ONDE: plataforma online – ZOOM

COMO: inscrições pelo (11) 97414-3534 (só whatsapp) ou sealpendre@gmail.com

* Os encontros serão gravados.

Entrevista com Erico Rassi

O veterano Antônio Pitanga, no belíssimo Oeste Outra Vez

Entrevista com o diretor Erico Rassi

A ideia era gravar uma conversa pelo zoom e publicar a transcrição neste blog. Curiosamente, não me ocorreu de publicar o vídeo, sei lá por que motivo. Com o acúmulo de trabalho no final de março, coincidindo com a estreia de Oeste Outra Vez nos cinemas brasileiros, mandei algumas perguntas por email, complementando a entrevista por whatsapp.

Era a anunciada entrevista de um mau entrevistado, como Erico se definiu, por um mau entrevistador, como eu sempre me defini (Carlos Manga dizia que eu era o melhor que ele teve justamente por isso. Será?).

De todo modo, Erico estava errado, é um ótimo entrevistado. Valorizou minhas limitadas perguntas com observações agudas sobre o cinema brasileiro e esclarecimentos pertinentes a respeito de seu percurso cinematográfico e do filme que acaba de estrear.

Proponho, de início, um exercício em hierarquia histórica. Você acha que o cinema brasileiro é melhor hoje que há dez anos?

Acho que a gente perdeu realizadores importantes nesse período como o Carlão, o Tonacci, o Coutinho, alguns deles bissextos, mas todos ainda filmando. Mas também houve a consolidação de um cinema forte e inventivo, como o cinema do Adirley, do pessoal da Filmes de Plástico. Ao mesmo tempo, algumas coisas mais conjunturais desestimularam um pouco esse “cinema de invenção”. Pra mim, a principal delas foi a adoção pela Ancine da pontuação por desempenho artístico, que qualifica a presença dos filmes em festivais de acordo com uma escala de importância. Cannes, Berlim, enfim. Isso acaba dando um peso muito grande para a seleção nesses festivais, e essa se torna a única maneira de ter um projeto contemplado nos editais de desempenho artístico, que são voltados para esse tipo de cinema teoricamente menos comercial. Então uma parte dos realizadores vai tentando se adequar, aderir a uma tendência que supostamente facilite a entrada nesses festivais de renome para que possam continuar produzindo – e sobrevivendo.

É melhor hoje ou há vinte anos? Ou há trinta anos? Quarenta?

Acho que há quarenta anos a gente experimentava mais, mas hoje a gente tem uma produção mais consolidada e diversificada, que vem de diferentes regiões. Em relação ao meu gosto pessoal, acho o espírito dos anos 60 e 70 mais inquieto, contestador, sem querer dizer que hoje a gente não tenha mais isso – acho que temos, mas de forma mais eventual. Mas essa pode ser uma impressão minha, porque não tenho um panorama geral do cinema produzido naqueles anos. Minha cinefilia começou apenas na década de 2000, e talvez minha percepção parta de um acesso limitado ou em função desse interesse mais específico.

Está mais fácil fazer cinema agora, no Brasil, do que na época do Comeback?

Pessoalmente pra mim acho que mais difícil, por alguns motivos: a explosão de produções para streaming no período da pandemia aumentou os custos de produção, e hoje há muito mais produtoras, mais projetos… Sem falar que o dinheiro da Ancine está mais concentrado em linhas que privilegiam as grandes produtoras. Uns tempos atrás conversei com o Tiago Macedo, da Filmes de Plástico, e ele me disse o seguinte: quando a Filmes de Plástico surgiu, havia uma única cadeira vazia junto as cadeiras das grandes produtoras, e naquele momento esse lugar podia ser ocupado por alguém desse cinema autoral e independente. Eles se sentaram naquela cadeira, e de lá para cá não surgiu mais nenhuma vaga.

No que este filme deve à experiência de Comeback? Percebo que os filmes delineiam um percurso autoral, e ao mesmo tempo têm suas diferenças.

Sim, Oeste sem dúvida mantém algumas características e procedimentos que eu usei no Comeback, mas com um equilíbrio diferente na forma e no tom. Acho até que algumas dessas características vêm desde os curtas metragens, e levaram um tempo para serem refinadas. Também acho muito importante que essa nossa passagem quase obrigatória pelos curtas metragens não seja desperdiçada tentando alinhar esses filmes com alguma estética ou temática da moda, para que sejam aceitos em festivais. É uma fase de formação, de acharmos aquilo que faz sentido para nós como realizadores e como expressar formalmente as questões que nos angustiam.

Como foi o trabalho com o elenco? Houve alguma resistência inicial?

Eu tenho uma característica em relação ao texto, ou os diálogos, no caso, que é escrever e reescrever várias vezes, até que eu sinto que o ritmo e a cadência estão agradáveis e dentro da mesma linguagem. Então na hora dos ensaios, tenho que ser muito rigoroso com esse texto, senão essa cadência se perde. Com isso, não permito improvisações nos diálogos, nem mesmo os famosos “cacos”. Fora isso, a gente ensaiava bastante as pausas, criando uma espécie de “partitura” das falas. Alguns atores estranharam um pouco esse procedimento, porque hoje em dia há muita improvisação nos textos – em alguns casos os atores recebem apenas uma ideia geral e uma intenção, e improvisam em cima daquilo. Mas não diria que houve resistência, apenas um estranhamento inicial. Na verdade a maioria dos atores adora um desafio, desde que bem colocado.

A pergunta clichê: quais são suas maiores influências no cinema e quais foram as influências para Oeste Outra Vez?

Eita… eu sempre tenho dificuldade pra pensar nisso. Me parece que a resposta me vem meio enuviada, porque muitas referências vêm da literatura, de algumas coisas que li quando era novo… Vou tentar responder, mas me desculpe se a resposta parecer meio confusa e aleatória.

Eu tenho a impressão que nossas referências vão se empilhando ao longo do tempo, de uma forma em que elas deixam de ser claras ou se na verdade são referências em cima de outras referências. Por exemplo, eu descobri o Hal Hartley cedo na minha cinefilia, e adorava aquela artificialidade dos diálogos. Só mais tarde fui conhecer o Godard e ver como o primeiro tentava emular o segundo, que fazia aquilo com muito mais propriedade e significado. É aquele negócio: você vê um plano de um cavalo atravessando uma planície e sabe que de alguma forma aquilo remete a John Ford, mas aquela composição não se compara à original, porque é muito mais que simplesmente deslocar a linha do horizonte pra cima ou pra baixo.

Acho que no geral, minha maior influência é o cinema da Nova Hollywood, pela forma como os filmes tencionam a identificação e complexificam os personagens. Me parece que foi o último período em que o espectador foi tratado como adulto, capaz de pensar e assimilar sensações complexas. Quase tudo que vejo desse período eu gosto e se conecta comigo de alguma forma.

No caso do Oeste, eu tentei também me inspirar em alguns westerns menores, que usavam o gênero ou para contrabandear temas ou que subvertiam um pouco os códigos. Me lembro de Canyon Passage, do Jacques Tourneur, um western lento, com muita atmosfera, meio noir. E principalmente os dois westerns do Monte Hellman, Disparo Para Matar e A Vingança de Um Pistoleiro. Disparo Para Matar em especial acho muito forte, uma ambientação estranha e aquele final desconcertante. Desses dois últimos também tentei me inspirar na forma como foram feitos, quase sem recursos e com muita liberdade criativa.

Agora mais profunda: como você se vê no contexto do cinema brasileiro? E no mundial? Há alguma dificuldade de furar as panelas de festivais aqui e no exterior?

Nossa Serginho, não sei muito como responder isso. O que eu gostaria (não sei nem se rola incluir isso) era poder filmar com mais frequência, porque lá se vão 6 anos desde que filmei o Oeste. Se possível, construir uma filmografia que seja consistente, mantendo o controle artístico sobre os filmes. Eu sei que isso demanda um esforço, mas o preço de se fazer concessões, aderir a ondas, também é muito alto. Lembro do Friedkin dizendo que os diretores não deveriam aceitar filmar qualquer coisa, a não ser que estejam desesperados – nesse caso seria permitido. Eu ainda não passei por esse estágio do desespero, mas já flertei com ele algumas vezes (rs).

Quanto às panelas dos festivais – e elas realmente existem – é difícil, principalmente se você não é alguém muito conectado, não sabe fazer o tal do “networking” ou pra piorar, como no meu caso, se você é tímido e pouco sociável. Nesse caso, me lembro de outra entrevista, dessa vez do Steve Martin, dizendo que a única solução para romper essas barreiras é fazer algo realmente muito bom, que não possa ser ignorado. E mesmo assim, olhe lá.

Achei impressionante a câmera contornando o orelhão para dar o zoom no Jerominho. No zoom, me lembrou Altman, cineasta de que nem gosto tanto, mas que tem lá seus grandes momentos. Você fala em Monte Hellman, mas não lembro tanto de zoom no Monte Hellman (faz tempo que não vejo e posso estar errado).

Sim, acho que não tem zoom nos filmes dele mesmo. Também não sou um grande fã do Altman, mas ele usa o zoom com muita elegância. O zoom vem desde o Comeback, na época eu pensei que seria um jeito de relacionar a precariedade dos personagens com um movimento que não é muito sofisticado, não demanda tanta preparação quanto um dolly, por exemplo, e que o espectador de alguma maneira sente isso. É também um jeito da câmera se aproximar desses personagens meio insignificantes, quase como se dissesse “olha esse pessoal ridículo aqui, se eu não me aproximar deles ninguém vai notar, eles passam despercebidos” rs. Enfim, uma daquelas ideias que a gente têm e não tem certeza se funciona. Como a câmera no Oeste quase sempre é imóvel, acho que aí também vale uma entrevista que vi do Scorsese onde ele analisa o Ford e diz que ele mantém a câmera estática para que quando ela se mova, isso tenha um significado.


Texto sobre o filme: https://sergioalpendre.com/2025/03/31/oeste-outra-vez/